Por que proteger seus filhos online é tão importante

Me mudei para os Estados Unidos recentemente. Nestes meses em que estive aqui, percebi que, além de internet rápida e barata, os americanos também têm acesso a todo tipo de equipamento eletrônico com preço acessível: celular, video-game, tablet, notebook, smart watch, assistente virtual e por aí vai. Todos estes gadgets geralmente estão conectados uns aos outros. No início, a ideia de ter todos esses aparelhos nos dando assistência de forma interligada pareceu simples, divertida e conveniente. Porém, isso faz com que estejamos conectados o tempo inteiro sem nem perceber. Como manter nossa segurança online com tanto aparelho para proteger? E principalmente, como manter a segurança dos nossos filhos?

Diferentemente de muitos de nós, as crianças não utilizam a internet para pagar contas ou transferir dinheiro, por exemplo. Mas existem algumas coisas para as quais precisamos prestar atenção. Especialistas em cibersegurança acreditam que as crianças podem ser alvo fácil de pessoas com más intenções. Por exemplo: elas podem fazer amizade com perfis que pedem dados do cartão de crédito dos pais, ou podem ser impactadas por convites para instalar “jogos” que, na verdade, podem ser vírus criados para roubar os dados salvos no computador.

Existem algumas soluções de controle parental que ajudam a manter a segurança. O Bitdefender BOX, por exemplo, é uma inteligência artificial que avisa os pais quando seus filhos estão sofrendo cyberbullying ou recebendo conteúdo impróprio.

Mas a tecnologia sozinha não é capaz de proteger as crianças de outras tecnologias. É importante, além de apenas controlar o acesso dos filhos à internet, prestar atenção até no tipo de informação que você mesmo compartilha sobre seus filhos. É muito comum publicar fotos e vídeos dos nossos recém-nascidos, por exemplo, certifique-se de que apenas seus contatos possam ter acesso a esse conteúdo. Imagens compartilhadas publicamente podem ser usadas sem consentimento para muitos fins, como memes, campanhas de publicidade ou fóruns clandestinos.

O que você, como pai, mãe ou responsável, pode fazer para evitar essas ameaças? Em primeiro lugar, lembre-se de que as crianças são espertas. A maioria delas sabe mais de tecnologia do que nós mesmos. Porém, quanto mais cedo elas começam a estar presentes online, menos preparadas estão para identificar possíveis perigos – e é aí que você entra.
Além disso, também é muito importante considerar os tipos de situação que as crianças podem experienciar online, e criar um ambiente em casa que as deixe à vontade para falar abertamente sobre essas situações. Estudos apontam que 3 em cada 10 crianças que sofrem cyberbullying não falam sobre isso em casa por medo ou vergonha de serem repreendidas.

Procure se informar sobre os ambientesque a criança frequenta online, conte com a ajuda de um serviço parental, e sempre mantenha um diálogo aberto. Fazer essas coisas pode fazer uma grande diferença no desenvolvimento de quem você ama.